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Rafa Zimbaldi

Campinas tem um dos piores modelos de gestão pública do Estado, diz Tribunal de Contas

Publicado em janeiro 26, 2024 por Assessoria de Comunicação

Campinas foi apontada pelo Tribunal de Contas (TCE-SP) como uma das cidades com um dos piores modelos de gestão pública do Estado de São Paulo. Segundo o Índice de Efetividade da Gestão Municipal (IEG-M), desenvolvido pelo tribunal, o município teve uma administração considerada pouco eficiente em 2022.

Desenvolvido pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, o Índice de Efetividade da Gestão Municipal prevê cinco faixas de classificação das administrações: ‘altamente efetiva’ (nota A), ‘muito efetiva’ (B+), ‘efetiva’ (B), ‘em fase de adequação’ (C+) e com ‘baixo nível de adequação’ (C). Pelo segundo ano consecutivo, a maioria das cidades paulistas auditadas pelo Tribunal (todas, exceto a Capital) recebeu a pior nota (C). 

Campinas, a maior cidade da região, vem caindo no índice desde 2020 e em 2023 manteve a menor nota (C).

Definição do índice

Para a definição do índice, sete áreas são analisadas pelos técnicos do TCE a partir de questionários respondidos pelas prefeituras: saúde, educação, planejamento, gestão fiscal, segurança das cidades (Defesa Civil), meio ambiente e governança em tecnologia da informação.

O IEG-M prevê cinco faixas de classificação das administrações. Veja abaixo.

  • 🔵 Nota A: altamente efetiva
  • 🟢 Nota B+: muito efetiva
  • 🟡 Nota B: efetiva
  • 🟠 Nota C+: em fase de adequação
  • 🔴 Nota C: baixo nível de adequação

Os dados foram divulgados pelo Tribunal neste mês de janeiro e consideram, entre outras coisas:

  • O bom planejamento de políticas públicas
  • A realização de audiências públicas para ouvir a população
  • O cumprimento de metas previstas no plano plurianual
  • A estrutura dos postos de saúde e a qualidade do programa de saúde da família

Conheça cada um dos índices do TCE que compõem o IEG-M.

i-Plan: Mede a consistência entre o planejado e o efetivamente implementado e a coerência entre as metas e os recursos empregados.

i-Fiscal: Mede os resultados da administração fiscal a partir da análise da execução financeira e orçamentária e do respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

i-Educ: Mede os resultados do setor por meio de quesitos relacionados à Educação Infantil e ao Ensino Fundamental, com foco em infraestrutura escolar.

i-Saúde: Mede os resultados da área por meio de quesitos relacionados à Atenção Básica, às Equipes de Saúde da Família, aos Conselhos Municipais de Saúde, a tratamentos e vacinação

i-Amb: Mede os resultados das ações relacionadas ao ecossistema que impactam serviços e a qualidade de vida do cidadão. Examina dados sobre resíduos sólidos, educação ambiental e estrutura dos conselhos relacionados ao setor, entre outros.

i-Gov TI: Tecnologia. mede o grau de utilização de recursos tecnológicos em áreas como capacitação de pessoal, transparência e segurança da informação

i-Cidade: Proteção dos Cidadãos (Defesa Civil). mede o grau de planejamento de ações relacionadas à segurança dos munícipes diante de eventuais acidentes e desastres naturais

Compare cada um dos índices em que Campinas teve a pior nota

O que pode acontecer com o prefeito de uma cidade com gestão pública ruim
Em entrevista ao portal G1, o presidente do TCE, Sidney Beraldo, explicou que o prefeito que, ao longo do mandato, não conseguiu melhorar o IEG-M poderá receber um parecer desfavorável em suas contas.

Assista ao vídeo

Presidente do TCE fala sobre critérios avaliados no IEG-M